Um relato sobre experiências vividas nos três dias do ENCORAJ TOTAL corrido em maio de 2010…

O ENCORAJ foi para mim sinônimo de renúncia, morte do “eu”. Os dias que o antecederam foram marcados por um confronto intenso da parte de Deus. Uma frase era latente, brotava pulsante, diante da presença de Deus: O fogo não desce sobre um altar vazio. Então entendia, estava viva, muito viva.

Deus ministrou sobre meu coração a necessidade de ir a esse encontro semanas antes, mas só efetuei minha inscrição no último domingo. Havia algo muito importante marcado no domingo, último dia do ENCORAJ: seriam realizadas as fotos da minha colação de grau, me formo no final desse ano, e não havia possibilidade de remarcação dessas fotos. Entretanto, eu sabia que deveria estar retirada para Deus nesses dias.

Obedeci a Deus, renunciei mais uma vez a algo que achava que era correto em favor do que Deus me direcionava. Digo mais uma vez, porque o último ano foi marcado por muitas renúncias. Padrões, conceitos pré-formados, planos, sonhos; tudo que havia rascunhado cuidadosamente para o meu futuro foi destruído quando escolhi alinhar minha vontade à vontade do Pai. Todavia, ainda buscava encaixar minha lógica às situações que se apresentavam diante de mim, e era exatamente isso que estava fazendo ao ignorar a voz do Espírito. Não entendia que Deus estava me ensinando a dependência integral Nele, que Ele estava me ensinando a caminhar sobre as águas.

No primeiro dia, quando chegamos ao sítio, uma grande batalha foi travada na minha mente. Ao encostar a cabeça no travesseiro, ouvi nitidamente o Espírito; contemplei o amor incondicional do Pai naquela madrugada. Dia seguinte. Deus usa a primeira palestrante para falar EXATAMENTE o que Ele falara a mim semanas antes: a mesma frase, a mesma expressão que faço uso quando estou no meu aposento de oração. No momento seguinte, Ele me pediu que desfizesse de algo que era extremamente importante para mim; lembranças tão acalentadas foram esvaindo-se enquanto colocava tudo diante do altar do Senhor.

Nesse mesmo dia, enquanto todas estavam concentradas num determinado alvo, Ele me convidou a caminhar. Retirei-me sozinha e aparentemente sem rumo; Sentei-me a um canto e Sua presença me tomou. Contemplei Sua voz doce, firme: “Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder sua vida por amor de mim, achá-la-á.”Mt 16:25; era o Espírito me dizendo: “Se entrega minha filha, se entrega!”. Ainda existiam barreiras e Deus sabia disso. Naquela noite, uma irmã foi usada por Deus a fim de expor isso, ela dizia: “Sabe qual o problema, Priscila, você se entregou às manifestações do Espírito, mas não entregou a sua vontade.”

Muros de justificativas desabaram diante da palavra revelada. Sim, eu estava muito viva! Embora tivesse renunciado a questões importantes na minha vida, muitas outras permaneciam firmes; eram fortalezas estabelecidas. Enquanto ruminava tudo isso, o Espírito complementava Sua palavra me dizendo: “Auto-preservação na Minha presença é morte espiritual.” Naquele fim de noite, senti firme a mão do Oleiro, manuseando-me como massa dura, levando-me ao fogo e amolecendo meu coração. Não conseguia nem mesmo ficar ajoelhada diante do altar, levei meu rosto ao chão e assim permaneci; um misto de arrependimento e amor era o que havia em mim; estava ali reconhecendo que era dependente, que não havia mais sentido a minha vontade. Eu havia desistido de racionalizar e aceitado viver o sobrenatural de Deus.

Domingo. Último dia. Manhã em quem as fotos da minha formatura seriam realizadas. Acreditei durante toda a semana que choveria e dessa forma o evento seria desmarcado. Surpreendi-me quando contemplei o céu e nem uma menção de nuvens. Não choveu. Nem uma gota. Sim, minha colação de grau não será comum com os demais; será uma cerimônia privada porque assim quis o Senhor. Morrendo, morrendo e morrendo. Não existia outra expressão.

Momento seguinte. Deus lembrando meu chamado. A palestrante falava algo tão simples e meu coração ardia, as lágrimas desprendiam-se com facilidade, não havia controle. Sempre soube o chamado de Deus à minha vida, mas durante muito tempo fugi. Muitos eram os motivos, muitas eram as questões que me afastavam daquilo que Ele queria. Entretanto, o último ano fora marcado por uma quebra de tudo isso. Quem antes caminhava no sentido contrário ao da promessa; agora corria em direção aquilo que era importante. Palavras proféticas foram liberadas sobre mim e afirmo que TODAS, todas elas, eram confirmações do que Deus já havia me dito.

Antes de ir ao ENCORAJ, todas as vezes que conversava com o Pai e me lançava tão somente em Seus braços; um desejo ardente pulsava, gritava dentro de mim: eu queria mais, muito mais Dele; não me referia àquilo que Suas mãos poderiam fazer; ansiava por ir a níveis na presença Dele poucos explorados; desejava conhecê-Lo de forma especial, além do normal; totalmente sobrenatural. Não era uma busca por dons, nem bens materiais; embora de fato os quisesse. Eu só O queria, mais do que tudo! Conhecer a freqüência das batidas do Seu coração; colocar um sorriso na Sua face. E Deus contemplou meu pedido, meu anseio, naquele lugar. Já experimentara experiências sobrenaturais com Deus, mas nada se comparara ao que vivi ali. Meu pedido era muito específico e Deus fez EXATAMENTE o que havia pedido.

Última ministração. Sentia que meu coração não suportaria o tanto que Deus estava fazendo na minha vida. A última palestrante fez menção de expressões que eu bem conhecia; Ele estava trazendo à minha memória áquilo que produzia esperança. Eu precisava crer e o Pai sabia disso. O último momento foi uma explosão, essa é a melhor definição. Ele me presentou com muito do que eu pedira há tempos, dons específicos, unções especiais; e enquanto isso acontecia, ouvia uma voz que dizia: Ela largou tudo… Ela largou tudo! Era uma irmã, tomada pelo Espírito ministrando sobre mim. Sim, o Senhor sabia e naquele momento afirmava que recebera a minha entrega.

Posso afirmar categoricamente que o ENCORAJ foi marcado por definições na minha vida. Muito foi definido, detalhado, e revelado. Continuo morrendo a cada dia; porque sei que é preciso chegar ao fim de mim mesma para que a glória do Senhor seja manifesta. Por que me satisfazer com migalhas de Sua presença, se sei que posso experimentar um banquete? O ENCORAJ aumentou consideravelmente minha fome! Quero mais! Muito mais!!!

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